quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ainda rola o "Mensalão"

Palocci nega ter conhecimento do mensalão e elogia Dirceu em depoimento à Justiça
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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) afirmou nesta quarta-feira que só tomou conhecimento do mensalão pela imprensa e que nunca ouviu falar que parlamentares exigiam vantagens em troca de apoio ao governo durante votações no Congresso.

Em depoimento à Justiça Federal como testemunha do presidente do PTB, Roberto Jefferson no processo do mensalão, o ex-ministro da Fazenda disse que as reformas tributária e da Previdência realizadas no início do governo Lula exigiram intensas negociações políticas, mas sem troca de favores. Palocci disse que "nunca conheceu pessoalmente" o publicitário Marcos Valério, apontado como operador do suposto esquema.

"Tive conhecimento dos fatos divulgados em jornais da época e televisão. Não tenho conhecimento algum além do que fui publicado", disse.

Palocci negou ter conhecimento de um esquema de compra de votos no Congresso, ao ser perguntado se o ex-deputado Jose Janene (PP-PR) --investigado no inquérito do mensalão-- tinha exigido nos bastidores alguma vantagem para votar a favor do governo.

"Nem o deputado José Janene nem nenhum outro parlamentar exigiu recompensa financeira para apoiar o governo. As reuniões eram de cunho político para saber como realizar uma reforma tributária e da previdência. Nunca tratavam de coisa alheia a esse tipo de discussão."
Questionado sobre a influência do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), que é um dos réus do mensalão e acabou com o mandato de deputado federal cassado, Palocci disse que tinha um "bom conceito" sobre ele e que o ex-ministro não exercia funções partidárias desde que foi para o primeiro-escalão do governo.

"Não [ tinha influência]. Desde que se tornou ministro em 2003, ele [Dirceu], até onde eu tenho conhecimento, não desempenhava funções partidárias", afirmou.

Segundo Palocci, o relacionamento dos dois começou há 29 anos motivado pela fundação do PT e que foi intensificado pelos cargos que ocupavam. "Tínhamos um relacionamento partidário e no governo porque participávamos de áreas fundamentais. Ele era bastante profissional. Se dedicava intensamente ao governo. Nosso contato era frequente por causa da crise econômica que exigia um trabalho político e econômico. Ele era um homem bastante responsável em suas atribuições e bastante dedicado", disse.

O ex-ministro da Fazenda reconheceu que ocorreram reuniões no Palácio do Planalto, na Casa Civil, no Ministério da Fazenda, na residência oficial da Câmara para tratar da reforma. Segundo Palocci, não havia espaço para nenhuma discussão que fugisse do caráter político da tramitação das matérias.

"Eram reuniões públicas que compareci algumas dezenas. Reuniões com lideranças para negociações das reformas tributária e da Previdência", disse.

Para o deputado, a aprovação das reformas foi motivada pelo compromisso do governo, de governadores e lideranças partidárias. "Eram reformas muito difíceis e as negociações envolviam todas as lideranças e ministros da área. Nunca se pode falar em consenso em reformas dessa natureza, mas houve um compromisso de governadores, líderes para levar essas reformas juntos ao Congresso. Todos assumiram o compromisso político."

Palocci usou a expressão "não me recordo" para as perguntas dos advogados sobre a posição da bancada do PP durante a votação da reforma tributária e ainda sobre uma possível ligação de Janene, durante uma reunião no Palácio do Planalto, para saber o posicionamento do governador Roberto Requião (Paraná) sobre a reforma tributária.

Dilma

O depoimento de Palocci ocorre

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Prada: bermudas e shortinhos no hemisfério sul

Para que gosta de estar sempre fashion, Miucia Prada, usou o vermelho brilhante misturado com tons de oliva e marron;com shorts de lãs sob cardigãs.Os cardigãs ficam para o hemisfério norte para a coleção outono;para nós que estamos na primavera podemos usar e abusar dos shortinhos.

Mudando de assunto... O Estadão de hoje está falando no novo visual da ministra Dilma, pré candidata à presidencia. Eu simplificaria. Conteúdo, a Dilma tem mais do que o necessário;para repaginar seu visual,porque a grande massa adora a beleza ; repetindo Joaosinho Trinta , eu chamaria a Glorinha Khalil para repaginar a imagem da Dilma ; um bom endocrinologista para diminuir pelo menos uns 20kgs ;o Nunes, Wanderly, para dar um corte no cabelo tipo a da Jackie Kennedy, que diga-se de passagem a Dilma é mais bonita; e não precisa mais nada o povo vai adorar.